Sabe, a gente tem uma tendência de achar que a ‘grama do vizinho é mais verde que a nossa’ sempre, já notaram? Eu faço isso e duvido quem não tenha se comparado com alguém pelo menos uma vezinha na vida. Esse post não poderia ser mais vida real. Eu estava super feliz – estafada, verdade – mas, super feliz por motivos profissionais e agendando posts quando eu perdi as imagens de dois já escritos pra essa semana, imagens fundamentais. Ou seja, dois trabalhos perdidos. Insira aqui um palavrão. 
Agora eu vou ter que me reinventar, reinventar conteúdo, dormir menos, trabalhar mais e fazer algo tão interessante quanto eu julgava os outros. Aposto que meu ‘vizinho’ não passa por isso. Não é possível que uma pessoa com aquela pele, aquele cabelo sem frizz, aquelas roupas ba-ba-dei-ras e aquelas fotos maravilhosamente espontâneas que leva a vida como fossem férias todo dia tenha problemas. Né, nom? 
Mas, tem. Aposto que tem. Todo mundo tem. E aposto que deve ter alguém na Terra que me tem como esse vizinho, apesar de eu tá acabada, quase chorosa e louca pra dormir nesse exato momento em que alguém jura que minha vida é perfeita. 
A internet é uma maravilha, eu não sou mais capaz de viver sem. E isso vai muito além das redes sociais e do meu trabalho com o blog, claro. Falo de usabilidade mesmo. Mas, precisamos ponderar que todo mundo pode parecer lindo, bem-sucedido, bem-resolvido ou como bem entender. Na internet nós somos a nossa melhor versão editada. Aproveitem esse fim de ano (quando todo mundo fica mais reflexivo mesmo, olha eu escrevendo quase um autoajuda que tanto falo mal) para pensar que a vida, dada algumas exceções lógicas, se mantem nessa montanha de altos e baixos pra todo mundo, que shit happens e que parte fundamental disso é como você encara os problemas. 
Beijos,

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